Tradutores, traidores
Julho 12, 2007 de Paula Góes
Prestes a bater ponto na minha cabeceira - e já querendo furar a fila de espera - está o único livro escrito por Gregory Rabassa, tradutor americano responsável por trazer à luz do público em língua inglesa clássicos da literatutra contemporânea da América Latina. Dentre os inúmeros autores de sua lista de obras traduzidas Gabriel Garcia Marques e Jorge Amado (e entre os brasileiros também Clarice Lispector, com quem ele teve a sorte de dialogar durante o processo tradutório).
Rabassa passou uma vida inteira traduzindo esses e outros gigantes, e aos 82 anos o primeiro livro. “If This Be Treason: Translation and Its Dyscontents”, New Directions, é uma ensaio sobre o trabalho e a arte do tradutor, com textos sobre cada autor e o respectivo livro que ele traduziu, passando pelas alegrias e lamentações que o tradutor foi encontrando no caminho.
“My thesis in the book is that translation is impossible. The best you can do is get close to it.”
Em tradução minha: “Minha teoria sobre livros é que tradução é algo impossível. O melhor que se pode fazer é chegar perto disso”.
Ele segue a linha da tradução criativa, e o própior Garcia Marques disse que Rabassa Não traduziu Cem Anos de Solidão – Ele reescreveu e melhorou sua obra em inglês. Por falar nisso, dizem as más línguas que Rabassa ganhou um pouco mais de uma fortuna não para traduzir Tocaia Grande, de Jorge Amado, mas para reescrever e fazer do livro um bestseller nos Estados Unidos. E assim foi publicado Showdown.
Tem um trecho do livro aqui.








