Sempre recitam para mim, aqui em casa, esse poema de Lewis Carroll. Acho que seja uma maneira sutil de me mostrar que ando trabalhando demais, conectada demais, ocupada demais para as outras coisas da vida. Jabberwocky é um clássico do verso sem sentido (nonsense verse), categoria literária que, penso eu, no fundo no fundo, deve ter tido uma grande participação na construção do senso humor britânico
Jabberwocky
Lewis Carrol
‘Twas brillig, and the slithy toves
Did gyre and gimble in the wabe:
All mimsy were the borogoves,
And the mome raths outgrabe.“Beware the Jabberwock, my son!
The jaws that bite, the claws that catch!
Beware the Jubjub bird, and shun
The frumious Bandersnatch!”He took his vorpal sword in hand:
Long time the manxome foe he sought—
So rested he by the Tumtum tree,
And stood awhile in thought.And, as in uffish thought he stood,
The Jabberwock, with eyes of flame,
Came whiffling through the tulgey wood,
And burbled as it came!One, two! One, two! And through and through
The vorpal blade went snicker-snack!
He left it dead, and with its head
He went galumphing back.“And hast thou slain the Jabberwock?
Come to my arms, my beamish boy!
O frabjous day! Callooh! Callay!”
He chortled in his joy.‘Twas brillig, and the slithy toves
Did gyre and gimble in the wabe:
All mimsy were the borogoves,
And the mome raths outgrabe.
Não se afobe. Para ajudar, a Wikipedia em inglês tem um glossário. Ou se delicie com a incrível tradução de Augusto de Campos (quem mais?):
Jaguardarte
Augusto de Campos
Era briluz. As lesmolisas touvas
Roldavam e relviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.“Foge do Jaguadarte, o que não morre!
Garra que agarra, bocarra que urra!
Foge da ave Felfel, meu filho, e corre
Do frumioso Babassurra!”Êle arrancou sua espada vorpal
E foi atrás do inimigo do Homundo.
Na árvora Tamtam êle afinal
Parou, um dia, sonilundo.E enquanto estava em sussustada sesta,
Chegou o Jaguadarte, ôlho de fogo,
Sorrelfiflando através da floresta,
E borbulia um riso louco!Um, dois! Um, dois! Sua espada mavorta
Vai-vem, vem-vai, para trás, para diante!
Cabeça fere, corta, e, fera morta,
Ei-lo que volta galunfante.“Pois então tu mataste o Jaguadarte!
Vem aos meus braços, homenino meu!
Oh dia fremular! Bravooh! Bravarte!”
Êle se ria jubileu.Era briluz. As lesmolisas touvas
Roldavam e relviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.









Olá Paula,
Obrigado pela menção ao Tordesilhas no Global Voices Online. O teu blog é muito bom, parabéns! Voltarei sempre e o incluirei na minha lista de favoritos. Esta poesia do Lewis Carrol é incrível e a tradução do mestre Augusto de Campos é sensacional. Bela surpresa para um domingo de carnaval.
Um abraço,
Renato
Oi, Paula, que lindo seu blog! vou ler com calma agora. MUITO interessante :-)
Obrigada pela dica, na verdade, sou uma viciada em Etsy, vou lá ao menos uma vez por dia, pra ver as novidades :-)
Fiz um post sobre o site há umas semanas:
http://www.sindromedeestocolmo.com/archives/2007/12/running_with_scissors_1.html
Beijos e volte sempre!
como assim citam a vc este poema em sua casa? vc mora na casa de shakespeare?? HAhauHHAhahhhUhhUHAU…menina, aqui em casa nao ouço essas coisas chiques,nao..
Interessante!
Recitam-o em ingles ou em portugues?
nunca o ouvi em portugues, gostaria de ter uma chanse.
Recitam-me em inglês!
Adoro a tradução portuguesa também, mas sendo fã do Augusto de Campos, sou suspeita.